
SADIA E JAMIE OLIVER LANÇAM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO ALIMENTAR PARA CRIANÇAS
Batizado de “Saber Alimenta”, projeto-piloto será implantado neste ano no Colégio Anglo 21, em São Paulo, e na rede pública estadual de ensino em Santa Catarina
A Sadia e a Jamie Oliver Food Foundation (JOFF) uniram forças para lançar um projeto-piloto de educação alimentar que será implantado ainda neste ano nas redes pública e privada de ensino. O objetivo do programa “Saber Alimenta” é criar oportunidades para os alunos se tornarem protagonistas de hábitos alimentares mais saudáveis na escola e em suas famílias, por meio da formação dos educadores. O piloto será testado com centenas de crianças até o fim deste ano e a expectativa é atingir mais de 100 mil crianças nos próximos três anos.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde pública do mundo: caso nada seja feito, a projeção é que o número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo atinja 75 milhões até 2025. Outro estudo recente publicado no Journal of Human Growth and Development indica que apenas 12,5% dos adolescentes brasileiros consomem uma porção de frutas, legumes ou verduras por dia – enquanto a OMS recomenda no mínimo cinco porções.
“A parceria com a Fundação do chef britânico Jamie Oliver faz parte de um amplo projeto, que já vem sendo desenvolvido pela Sadia e que tem como foco principal promover uma mudança significativa na alimentação dos brasileiros. Queremos que a relação com a comida se torne cada vez mais equilibrada e agradável”, afirma Cecília Mondino, diretora de marketing da Sadia. O programa adaptado à realidade brasileira – formatado em parceria com a Jamie Oliver Food Foudation (JOFF) e com apoio da Lynx Consultoria –, é baseado no “Kitchen Garden Project”, já introduzido pelo britânico nas escolas do Reino Unido. Os professores são instruídos por meio de palestras e materiais didáticos sobre como cobrir o currículo tradicional inserindo informações dos alimentos nas aulas e, desta forma, promover mudanças efetivas na alimentação de seus alunos.
O conteúdo pedagógico inclui receitas práticas desenvolvidas por Jamie Oliver e adaptadas pelo próprio chef considerando os ingredientes mais acessíveis no Brasil, como banana, maçã, mandioca, abacaxi, entre outros. “São receitas fáceis de preparar, inclusive em sala de aula - algumas não requerem nem fogão”, explica Cecília. Desta forma, é possível incentivar um consumo maior de frutas, legumes e verduras e ensinar a importância de ser reservar mais tempo para o preparo e consumo dos alimentos.
O material está customizado conforme as diretrizes do Guia Alimentar para População Brasileira, do Ministério da Saúde (MS) e também contempla expectativas de aprendizagem para o Ensino Fundamental I.
Projeto piloto: o chef britânico fez questão de estar no Brasil – em um evento organizado pela B/Ferraz –, para validar o projeto e oficializar publicamente sua implantação, a partir de agosto, no Colégio Anglo 21 da Rede SOMOS. O conteúdo pedagógico será trabalhado ao longo do semestre com as turmas do Fundamental I. “Acreditamos que a educação escolar precisa atuar para além da sala de aula e impactar decisões e escolhas de vida das nossas crianças e jovens. A consciência do corpo, suas necessidades e a compreensão de como mantê-lo saudável contribuem para as crianças tomarem decisões mais responsáveis e equilibradas para suas vidas”, afirma Thiago Tourinho, Diretor Executivo da SOMOS Educação.
A diretora do Colégio Anglo 21, Nathalie Zogbi, também reforça e compartilha da mesma opinião: “O objetivo da escola é provocar debates e inspirar mudanças, positivas e profundas, na maneira como nossas crianças acessam, entendem e consomem o alimento. Isso, para nós, é educação para a vida. Uma educação que transborda os muros da escola e permeia, de forma sustentável e permanente, o desenvolvimento físico, social e cognitivo dos nossos alunos e, consequentemente, de suas famílias e comunidades. ”
A Sadia firmou ainda uma parceria com a Secretaria de Estado da Educação (SED) de Santa Catarina (SC) para a realização de um projeto-piloto na Rede Estadual de Ensino, no segundo semestre de 2016. Para o piloto, 20 escolas da região da Grande Florianópolis serão impactadas, contemplando 500 alunos do Ensino Fundamental I, entre 6 e 10 anos. Como explica o Secretário de Estado da Educação, Eduardo Deschamps: “A iniciativa vem ao encontro dos objetivos da Secretaria de Educação de promover a alimentação saudável, e complementa o curso de formação em Educação Alimentar e Nutricional já oferecido às escolas da Rede”. Após a avaliação dos resultados obtidos com o piloto, o programa será estendido para outras escolas, podendo atingir as 1.092 escolas até 2018. A rede estadual de Santa Catarina contempla o fundamental e Ensino médio e envolve mais de 500 mil alunos.
Conteúdo pedagógico e avaliativo: organizado em três módulos, o programa permite aos professores definirem a profundidade do conteúdo aplicado e a duração do projeto ao longo do semestre. Além das aulas práticas, o teor do material didático está completamente alinhado às exigências curriculares e incentiva os alunos a abordarem os temas relacionados de forma ativa: de onde vem a comida; como os alimentos são manuseados, transportados e vendidos, quais as formas mais saudáveis de manusear, preparar e comer a comida?
Além do material impresso que cada professor receberá, também será oferecida uma capacitação presencial, além de monitoramento e avaliação distribuídas ao longo dos meses do programa. “Durante o desenvolvimento do programa, evidenciamos a necessidade de ter conteúdos mais inovadores e relevantes para tratar sobre alimentação saudável de forma mais transversal nas redes públicas e privadas de ensino” explica Wal Flor, sócia-fundadora da Lynx, ressaltando que o sucesso da iniciativa será resultante da integração de todas as partes envolvidas. “Certamente, a análise é fundamental para que seus resultados sirvam de base para futuras adaptações e êxito do programa. O programa tem potencial para contribuir com as políticas públicas nesta área”, finaliza Wal.